Itaú: abertura de novas agências de negócio está suspensa

14.07.2014

Anúncio foi feito pelo banco em negociação no último dia 2. Bancários cobraram também o fim das demissões e da rotatividade A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu com a direção do banco na ultima quarta feira, 2/7, em São Paulo, para discutir agências de negócios, bancarização dos trabalhadores da Fianustria/Itaucred […]

Anúncio foi feito pelo banco em negociação no último dia 2. Bancários cobraram também o fim das demissões e da rotatividade

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu com a direção do banco na ultima quarta feira, 2/7, em São Paulo, para discutir agências de negócios, bancarização dos trabalhadores da Fianustria/Itaucred e emprego. Os representantes dos bancários cobraram o fim das demissões e da rotatividade no banco, mais contratações e melhores condições de saúde, segurança e trabalho.

O Itaú lucrou R$ 4,5 bilhões no primeiro trimestre de 2014, um crescimento de 29% em relação ao mesmo período do ano passado. Entretanto, apesar de tanto lucro, o banco cortou 733 vagas nos primeiros três meses deste ano, totalizando 2.759 nos últimos 12 meses, o que é inaceitável.

Os representantes do banco afirmaram que não há plano de redução de funcionários, mas foram contestados pelos dirigentes sindicais que apontaram a evidente falta de funcionários nas agências (algumas que não contam com mais de 4 funcionários!), o que resulta em funcionários sobrecarregados, acúmulo funções e adoecimento. “Queremos mais contratações, aumento dos postos de trabalho e fim da rotatividade, afinal, não podemos aceitar que o banco continue demitindo indiscriminadamente enquanto lucra tanto”, afirma o representante da Feeb SP/MS na Coe Itaú, Mauri Sérgio.

Agências de Negócios
Os dirigentes sindicais reiteraram as críticas ao modelo de agências de negócios do Itaú, que têm sido implantadas em várias cidades do país, mas não possuem portas de segurança com detectores de metais nem vigilantes, o que põe em rico a vida de bancários e clientes.

O banco anunciou a suspensão da abertura de novas agências de negócios e afirmou que está estudando a questão do funcionamento das atuais 64 unidades existentes no país.
A suspensão da abertura de novas agências é fruto da luta das entidades sindicais. “Os sindicatos têm se mobilizado em todo o país, exigindo o cumprimento da Lei Federal e Leis Municipais que garantam segurança no interior das agências e portas giratórias com detector de metais”, conta Mauri. O representante da Federação na COE lembra ainda que a Federação promoveu uma reunião entre os representantes do banco e dirigentes dos sindicatos filiados em maio deste ano, em que reivindicaram a suspensão imediata do projeto de Agências de Negócios até que as medidas adequadas de segurança fossem adotadas. Leia aqui.

Em relação às 64 agências de negócios existentes, o banco não se posicionou.

Mauri alerta que o banco deverá continuar tentando mantê-las abertas e que apenas a luta e resistência dos dirigentes sindicais é que poderá alterar essa situação.

Bancarização dos empregados da Fináustria-ITAUCRED
Foi retomado o debate sobre a proposta de bancarização de 1.829 trabalhadores da área de financiamento de veículos, a Fináustria. Pela proposta apresentada pelo banco na última negociação, realizada no dia 13 de maio, todos os empregados da Fináustria que estavam excluídos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) passarão a ter os direitos dos bancários.

Com isso, cerca de 1.600 operadores e promotores que hoje possuem jornada de oito horas diárias terão a jornada de seis horas dos bancários. Também, a partir da bancarização, 533 trabalhadores que hoje estão abaixo do piso dos bancários, passarão a receber o salário de ingresso da categoria bancária.

Os dirigentes sindicais fizeram uma contraproposta ao banco, reivindicando que a folga proposta de um final de semana "cheio" por mês seja ampliada para dois, o aumento do adicional de hora extra aos sábados, originalmente em 50%, no mesmo percentual oferecido aos domingos, que será de 100%.

O banco ficou de marcar uma nova negociação para dar a resposta às reivindicações apresentadas pelos dirigentes sindicais.

“A orientação da Feeb SP/MS aos sindicatos é que intensifiquem as reuniões com os trabalhadores da Fináustria e discutam com eles a proposta do banco”, diz Mauri.

Direito ao gozo de 30 dias de férias
A falta de funcionários no Itaú é tão grande que até o direito ao gozo de 30 dias de férias dos bancários tem sido descumprido pelo banco. Os representantes do Itaú informaram que foi feito um comunicado aos gestores do banco, recomendando que os funcionários possam usufruir todo o período de 30 dias de férias.

Apesar do comunicado, nada assegura que o funcionário poderá usufruir os 30 dias de férias. “Caso tenha problema, os bancários devem procurar o seu sindicato”, finaliza Mauri.
  

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