Itaú apresenta programa de retorno para trabalhadores com afastamento médicos

17.03.2022

Banco de horas negativas e programa de remuneração variável também foram debatidos A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e a direção do banco, se reuniu na tarde de ontem (16) para debater pautas como o retorno ao trabalho dos afastados por licença médica, banco de horas negativas e programa de remuneração variável. […]

Banco de horas negativas e programa de remuneração variável também foram debatidos

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e a direção do banco, se reuniu na tarde de ontem (16) para debater pautas como o retorno ao trabalho dos afastados por licença médica, banco de horas negativas e programa de remuneração variável.

Ao iniciar a negociação representantes do Itaú informaram a falta de tempo hábil para o retorno da proposta de compensação das horas negativas.

Durante reunião anterior, realizada na última semana, o movimento sindical propôs o abono das horas aos funcionários que continuassem em débito, após a data de vencimento do acordo, marcada para o 31 de agosto. A proposta fala especialmente do caso das gestantes. De acordo com a avaliação dos trabalhadores, trata-se de um grupo pequeno que não conseguiu repor as horas por falta de equipamentos ou por problemas pessoais.

Programa Recomece

A reunião teve continuidade com a apresentação pelo banco do programa Recomece. Já em fase de testes no Rio de Janeiro, o projeto é voltado para todos os colaboradores que estão aptos a retornar ao trabalho após afastamento por problemas de saúde e que necessitam de um retorno gradual.

De acordo com a explanação do banco, o acesso ao programa é automático aos trabalhadores que ficaram mais de 180 dias afastados. Já o ingresso dos funcionários que ficaram menos de 180 dias afastados se dará por indicação médica.

 Como funciona

O Recomece oferece curso de atualização, ajustes de metas, retorno gradativo, acompanhamento por assistente social e psicólogo. A duração é de 15 dias e pode ser ampliada por mais 15 dias. Se ainda após este período o trabalhador não estiver apto ele será encaminhado para o INSS.

A ausência da medicina ocupacional do banco no programa foi uma das falhas apontadas pelo movimento sindical. A representação dos trabalhadores ressaltou também, a importância da recomendação do médico assistente, ou seja, aquele que acompanha o dia a dia do trabalhador e a evolução dos seus casos de doenças.

O movimento sindical ainda, cobrou transparência nos processos de testagens de novos projetos.

O tema será debatido pelo GT de Saúde nos próximos dias.

Remuneração

A COE Itaú cobrou do banco um GT específico para debater remuneração. Apesar das mudanças do Gera, ainda não conseguimos nos aproximar de um ideal. É preciso fortalecer nossos pontos de vista e ampliarmos as discussões”, explica Reginaldo Breda, secretário geral da Federação dos Bancários.

A construção de um programa em conjunto com o banco, com metas e remunerações determinadas por ambas as partes foi destacada pelo movimento sindical.

 

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