Justiça condena Itaú a pagar como hora extra os 15 minutos de descanso não utilizados pela bancária, em Campinas

10.04.2013

O juiz da 1ª Vara do Trabalho de Campinas, Carlos Eduardo Oliveira Dias, condenou recentemente o Itaú a pagar como horas extras os 15 minutos de descanso não concedidos às bancárias que prorrogaram a jornada de trabalho, retroativo a 30 de agosto de 2006, e cumprir o citado período de descanso previsto no artigo 384 […]

O juiz da 1ª Vara do Trabalho de Campinas, Carlos Eduardo Oliveira Dias, condenou recentemente o Itaú a pagar como horas extras os 15 minutos de descanso não concedidos às bancárias que prorrogaram a jornada de trabalho, retroativo a 30 de agosto de 2006, e cumprir o citado período de descanso previsto no artigo 384 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A decisão do juiz, que julgou procedente o pedido do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, deve ser respeitada de imediato. O Itaú até que tentou derrubar a ordem judicial, ao ingressar ação cautelar no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), porém foi novamente derrotado. O TRT manteve a decisão do juiz Carlos Eduardo Oliveira Dias. Inclusive o Banco emitiu hoje (09/04) comunicado aos gestores, onde determina respeito ao artigo 384 da CLT a partir deste dia 10, quarta-feira.

Segundo trecho da sentença do juiz “…julgo procedente o pedido formulado pelo Sindicato…para condenar o reclamado Banco Itaú S/A a observar, em trinta dias da intimação da presente, independentemente do trânsito em julgado, o intervalo do art. 384, da CLT, para todas as trabalhadoras substituídas que vierem a praticar horas extras, e ainda a pagar àquelas que realizaram horas extras desde 30/08/2006, em valores que serão apurados em regular liquidação, 15 minutos diários pela supressão do intervalo, acrescido do adicional e reflexos correspondentes, além de correção monetária desde o vencimento da obrigação e juros a partir do ajuizamento…”.

Intervalo para descaso

A vitoriosa ação do Sindicato visou obrigar o Itaú a cumprir o referido artigo 384 da CLT, denominado “Da Proteção do Trabalho da Mulher”, que diz: “Em caso de prorrogação do horário normal, será obrigatório um descanso de 15 (quinze) minutos, antes do início do período extraordinário de trabalho”. Para o presidente do Sindicato, Jeferson Boava, foi a segunda vitória do Sindicato sobre o mesmo tema. “Em abril de 2012 a Justiça condenou o Bradesco; agora o Itaú. Os Bancos insistem em desrespeitar os direitos da categoria, porém o Sindicato luta em todas as esferas. Vencemos mais uma batalha judicial. Esse é o nosso papel”.

 Fonte: Seeb Campinas

Notícias Relacionadas

Feeb SP/MS dá posse para nova Diretoria

                Diretoria eleita assume quadriênio 2024/2028 A Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) empossou a nova diretoria da entidade, eleita durante o VIII Congresso Interestadual, realizado em março, em São Paulo. A posse foi oficializada no dia 08 […]

Leia mais

Conferência Interestadual aprova eixos para Conferência Nacional de 2024

Sindicatos dos Bancários debateram propostas e aprovaram pautas em defesa do trabalhador. Documento será apresentado em Conferência Nacional para discussão na Campanha Salarial de 2024 Delegações de 21 regionais dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul se reuniram nesta quinta e sexta-feira, 11 e 12 de abril, para debater propostas que serão […]

Leia mais

Abertura da Conferência Interestadual da Feeb SP/MS conta com delegações de 21 regionais

  Primeiro dia de evento amplia visão sobre o futuro do Sistema Financeiro, Cenário Econômico Nacional e Avanço Tecnológico  A Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) abriu nesta quinta-feira (11) a Conferência Interestadual dos Bancários de 2024. O tema central do evento deste ano é “Categoria […]

Leia mais

Sindicatos filiados