Lucro do Itaú é de R$ 10,1 bi até setembro e é o 2º maior acumulado no ano

23.10.2012

O Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira (23) lucro líquido no critério recorrente de R$ 3,412 bilhões no terceiro trimestre, recuo de 13% ante igual trimestre de 2011. O banco também apresenta o resultado líquido de R$ 3,372 bilhões no terceiro trimestre, queda de 11,4% ante igual período do ano passado. Nos nove primeiros meses deste […]

O Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira (23) lucro líquido no critério recorrente de R$ 3,412 bilhões no terceiro trimestre, recuo de 13% ante igual trimestre de 2011. O banco também apresenta o resultado líquido de R$ 3,372 bilhões no terceiro trimestre, queda de 11,4% ante igual período do ano passado.

Nos nove primeiros meses deste ano, o lucro líquido do Itaú ficou em R$ 10,102 bilhões, montante 7,6% menor que o visto no mesmo período do ano passado. Já no quesito recorrente foi de R$ 10,541 bilhões (queda de 3,2%).

A rentabilidade do banco, medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), foi de 17,5% no terceiro trimestre, contra 22,7% obtido um ano antes. Em nove meses, ficou em 18,2%, ante 22,5% registrado de janeiro a setembro do ano passado.

A carteira de crédito do banco terminou setembro em R$ 417,603 bilhões. A cifra representa elevação de 1% em relação ao segundo trimestre deste ano.

Lucro é 2º maior entre bancos no acumulado do ano

Mesmo com queda no lucro recorrente registrado no trimestre, o Itaú Unibanco registra o segundo maior lucro acumulado de janeiro a setembro entre os bancos de capital aberto brasileiro, segundo levantamento da consultoria Economatica.

Este ano, o resultado acumulado foi de R$ 10,1 bilhões. O maior lucro para o setor no mesmo período ainda é do Itaú, de 2011, quando ganhou R$ 10,94 bilhões. Em 2010, o acumulado foi de R$ 9,43 bilhões.

Entre os dez maiores lucros do setor bancário, três são do Bradesco, cinco do Itaú e dois do Banco do Brasil.

Pessoa física

A carteira de crédito a pessoa física do Itaú Unibanco apresenta retração de 1,1% no terceiro trimestre deste ano contra o segundo, para R$ 145,662 bilhões. Na comparação com setembro do ano passado há alta de 3%.

O destaque negativo na pessoa física ficou para a carteira de veículos, que encolheu 4,5% no terceiro trimestre, para R$ 54,046 bilhões, em relação ao segundo. Em contrapartida, o crédito imobiliário evitou uma retração maior do segmento, com alta de 6% na mesma base de comparação, para R$ 16,687 bilhões. Em 12 meses, as variações foram queda de 9,9% em veículos e alta de 32,4% no imobiliário.

Pessoa jurídica

No crédito a empresas, o Itaú aumentou o volume de empréstimos. A carteira somou R$ 244,486 bilhões em setembro, expansão de 1,4% ante junho deste ano e de 10,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Para grandes empresas, os empréstimos cresceram 3,7% no terceiro trimestre ante o segundo trimestre, totalizando R$ 155 bilhões. Na comparação anual, foi registrado aumento de 16,4%. O crédito a micro, pequenas e médias empresas totalizou R$ 89,448 bilhões ao final de setembro, queda de 2,4% ante junho e expansão de 1,1% na comparação com o mesmo mês de 2011.

Inadimplência

A taxa de inadimplência do Itaú apresentou leve redução ante o segundo trimestre, puxada pelas pessoas jurídicas. O indicador ficou em 5,1%, queda de 0,1 ponto porcentual, na mesma base de comparação. A retração foi possível, segundo o Itaú, mesmo com o impacto negativo da greve dos correios e bancos.

Apesar da pequena retração, a tendência é que os números de calotes se reduzam, segundo o relatório da administração sobre os resultados. Na comparação com setembro do ano passado, a inadimplência do banco subiu 0,4 p.p.

Na pessoa jurídica, a taxa de inadimplência recuou de 3,5% em junho para 3,3% em setembro último. Já na pessoa física foi registrada alta. O indicador subiu de 7,3% para 7,5%.

As taxas de inadimplência de prazos mais curtos (de 15 a 90 dias de atraso) recuaram 0,3 p.p. no terceiro trimestre de 2012, passando de 4,5% para 4,2%, com queda tanto na pessoa física como jurídica.

PDD

As despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) ficaram praticamente estáveis em R$ 5,939 bilhões no terceiro trimestre contra o segundo, com uma leve redução de 0,8% ou R$ 49 milhões. O montante está dentro da estimativa do banco divulgada no segundo trimestre, na qual estimava fazer provisões para PDD entre R$ 6 bilhões e R$ 6,5 bilhões no terceiro trimestre.

Na comparação com os meses de julho a setembro de 2011, entretanto, essas despesas apresentaram alta de 19,45%. Em nove meses, os gastos com PDD somaram R$ 17,959 bilhões, aumento de 24,2% ante um ano antes.

O Itaú destaca, no demonstrativo de resultados, que esse nível de provisionamento é atribuído, principalmente, à alta inadimplência verificada nas carteiras de veículos e ao aumento das carteiras de crédito pessoal (principalmente crediário parcelado e cheque especial).

Fonte: Agência Estado e UOL  

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