MADRI – O Santander, maior banco da zona do euro, divulgou nesta quinta-feira, 24, um grande salto no lucro dos nove primeiros meses do ano, apoiado em provisões menores para perdas com crédito no mercado espanhol, apesar da fraqueza da economia ter pressionado ganhos com empréstimos. O banco teve lucro líquido de € 3,3 bilhões nos nove meses até setembro, alta de 77% sobre o mesmo período do ano passado. Nesta quarta-feira, a Espanha anunciou que voltou a crescer, após dois anos de recessão.
A instituição informou que o lucro líquido de juros, um importante indicador sobre os ganhos com empréstimos, somou € 19,7 bilhões, 14% abaixo do obtido nos nove primeiros meses de 2012. Analistas, em média, esperavam ganho de € 19,9 bilhões.
O banco obtém a maior parte de seu lucro na América do Sul. A filial brasileira respondeu por 24% do resultado global do Santander, mantendo o posto de mais lucrativa. Reino Unido veio em seguida, com 15%.
No Brasil, a receita com a cobrança de tarifas e pacotes de serviços cresceu 9,3% no acumulado do ano até setembro na comparação com o mesmo período de 2012, para R$ 7,159 bilhões. No trimestre até setembro, o banco recebeu R$ 2,614 bilhões em taxas e serviços.
No terceiro trimestre apenas, o banco espanhol teve lucro líquido de € 1,06 bilhão, em linha com as expectativas do mercado e acima do resultado positivo de € 122 milhões registrado um ano antes.
Brasil
O Santander Brasil apresentou lucro líquido gerencial de R$ 1,407 bilhão no terceiro trimestre de 2013, montante 6,7% menor do que o registrado no mesmo intervalo de 2012, de R$ 1,509 bilhão. O lucro líquido gerencial considera o resultado contábil com reversão das despesas com amortização dos ágios. Em relação ao segundo trimestre, o lucro líquido gerencial recuou 0,2%.
Os ativos totais do Santander encerraram setembro em R$ 465,408 bilhões, recuo de 0,6% em relação ao segundo trimestre. O patrimônio líquido somou R$ 53,457 bilhões, cifra 1,3% maior que a registrada no segundo trimestre. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do banco ficou em 10,6% no terceiro trimestre, 0,3 ponto porcentual inferior ao visto no segundo trimestre, de 10,9%.
No balanço, o banco diz que a filial brasileira viu queda das margens nas operações de crédito diante da mudança do portfólio de financiamentos com crescimento das operações que têm menor juro – como o financiamento imobiliário – em detrimento de operações com spread maior – como o cheque especial. Segundo o banco, a carteira imobiliária cresce a um ritmo anual de 30%.
Segundo o Santander, a carteira de crédito terminou o terceiro trimestre com € 69,395 bilhões no Brasil, com retração de 2,7% na comparação nominal ante o 2º trimestre e aumento de 2,4% na mesma comparação com câmbio constante. No acumulado de nove meses, a carteira tem expansão de 6,8% com câmbio constante. Mesmo com esse crescimento, o avanço dos financiamentos não foi suficiente para compensar a redução das receitas pelo menor spread.
Ainda sobre crédito, o balanço afirma que, pelo conceito usado pela sede espanhola, a inadimplência na filial brasileira caiu 0,37 ponto porcentual na comparação com o 2º trimestre de 2013, para 6,12% no 3º trimestre de 2013.
O banco Santander registrou queda da receita com juros no terceiro trimestre de 2013 no Brasil. No balanço em euros divulgado pela sede espanhola, a instituição afirma que a receita com juros da filial brasileira somou € 2,268 bilhões de julho a setembro e alcançou € 7,783 bilhões no acumulado dos nove primeiros meses do ano. O banco diz que "o incremento dos volumes não compensou a redução do spread no crédito, fato resultante principalmente da mudança de perfil dessas operações".
Fonte: Agência Estado e Reuters
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