Pesquisa realizada pela Universidade Católica de Petrópolis pode ser respondida online
O movimento sindical participa, por meio de divulgações em todo o ambiente bancário, da pesquisa promovida pela Universidade Católica de Petrópolis, que investiga a Síndrome de Burnout, um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade.
“É um assunto que precisa ser tratado e combatido com seriedade e urgência, pois apenas com a sua prevenção será possível proteger os bancários desse infortúnio prejudicial à vida de tantas pessoas”, comenta o representante da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Gustavo Frias.
De acordo com especialistas, a principal causa da doença é justamente o excesso de trabalho. Entre as características estão conflitos de valores pessoais e éticos e alterações de identidade, como exemplo, o distanciamento entre identidade pessoal e profissional, sentimento de vazio, de perda de contato com as próprias vontades, o automatismo e rigidez no comportamento, sentimentos de incapacidade de refazer a vida fora da instituição e sensações de recusa involuntária à ida ou permanência no ambiente de trabalho.
A Síndrome
A Síndrome de Burnout representa atualmente um transtorno de enorme prevalência na atualidade, pouco conhecido e, portanto, subdiagnosticado, gerador de outras morbidades, motivo de um número crescente de afastamentos no trabalho com consequências na saúde, nas organizações de trabalho e nos gastos públicos com seu tratamento.
Entre bancários e bancárias apresenta crescimento expressivo e é definida por sintomas como o esgotamento físico e psicológico, distanciamento afetivo dos demais, certa insensibilidade ou perda do sentido do eu e baixa realização profissional, caracterizada por sensações e sentimentos de baixa autoeficácia e baixa autoestima.
Participação
Para a Federação a pesquisa é um importante instrumento para embasar as negociações com os bancos na busca de soluções para evitar que a doença vitimize cada dia mais trabalhadores.
“Não podemos esquecer que nas recentes reestruturações adotadas pelos bancos, muita delas associadas às demissões, as agências tem funcionado com uma quantidade cada vez menor de funcionários, sendo esse mais um fator que contribui para o desenvolvimento da síndrome”, diz o representante da federação.
Para responder a pesquisa clique no link abaixo:
Pesquisa
Ao final, o movimento sindical terá acesso aos resultados, o que poderá auxiliar nos processos negociais sobre o assunto.
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