Foi realizada nesta segunda-feira (14/09), em Brasília/DF, a segunda rodada de negociação entre a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (CONTEC) e o Banco do Brasil. Assumindo a mesma postura da Fenaban, as propostas apresentadas pelo banco foram muito tímidas, demonstrando que é preciso evoluir muito na construção do novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Para as cláusulas que envolvem valores, como o auxílio-refeição/alimentação, gratificação de função, gratificação de caixa, 13ª cesta-alimentação e auxílio-creche/babá, o BB afirmou que irá aplicar o índice que será definido na mesa de negociação da Fenaban. Sobre a concessão de auxílio para filhos e dependentes econômicos portadores de deficiência permanente e incapazes, o banco respondeu que ainda está analisando a reivindicação.
Na última reunião com o Banco do Brasil, a CONTEC havia reivindicado a ausência abonada por até cinco dias à funcionária vítima de violência doméstica. Os representantes do banco argumentaram que tal medida iria expor ainda mais a funcionária, podendo causar-lhe ainda mais constrangimentos. A CONTEC, por sua vez, ponderou que usufruir do benefício ou não seria uma prerrogativa da própria funcionária e que, portanto, não haveria empecilhos em incluir mais esta cláusula no ACT.
Ainda sobre a cláusula que trata de ausências abonadas, o BB propôs o abono de horas para até quatro consultas ou realização de exames complementares por mês às funcionárias que encontrarem-se com gravidez de alto risco. Nesses casos, seria permitida também a adição cruzada na função de posto efetivo em agência localizada em outra cidade, caso na sua localidade não haja recursos médicos para um tratamento adequado. Ao término do tratamento, seria garantido à funcionária o retorno à sua agência de origem na mesma função anteriormente exercida.
Mediante solicitação da CONTEC, o BB irá apresentar na próxima reunião o número de casos de morte ou invalidez decorrentes de assalto. Tal medida irá subsidiar as discussões sobre o valor da indenização para estes tipos de ocorrências.
Outra questão que gerou muita discussão na negociação de ontem foi a não inclusão do descanso de quinze minutos dentro da jornada de trabalho para os funcionários cuja jornada é de seis horas. O banco não se manifestou também sobre o pagamento dos quinze minutos que as mulheres deveriam utilizar em descanso antes do início da jornada extraordinária, pois como o sistema não bloqueava o acesso aos aplicativos, muitas funcionárias não gozavam do descanso devido à impossibilidade de interromper o trabalho e ao final da jornada tinham o tempo descontado de suas horas extras. A questão pode gerar mais um passivo trabalhista à instituição e o assunto voltará a ser discutido.
Em virtude da necessidade do BB assinar um termo de compromisso com a justiça a respeito das folgas da justiça eleitoral, será elaborada uma nova redação da cláusula para tratar do assunto. Segundo a justiça, as folgas devem ser utilizadas obrigatoriamente em descanso e não podem mais ser remuneradas. No acordo com a justiça, será necessário homologar um prazo para a utilização das folgas.
A CONTEC apresentou aos representantes do banco vários assuntos para serem discutidos após o término da campanha salarial, assim como o estabelecimento de um calendário para estes encontros. Os temas são: assédio moral, terceirização, previdência complementar, 7ª e 8ª horas, auxílio-educação, gratificação semestral, estratégias para geração de emprego, correspondentes bancários, plano de saúde, plano de carreira, concurso público para admissão nas carreiras de nível superior das profissões regulamentadas e GDP (gestão de desempenho de pessoas). O banco avaliou que são muitos temas para serem discutidos ao longo do ano e quer que a CONTEC priorize alguns assuntos.
O BB se comprometeu a avaliar a reivindicação da extensão da concessão do vale-cultura para todos os funcionários.
Finalizando, o BB apresentou propostas para os funcionários lotados nas PSO’s. De acordo com a empresa, seria liberada a trilha de treinamento para funções de agências (trilha invertida), inclusive para funções superiores, com a adoção de adição cruzada, ou seja, os funcionários lotados nas PSO’s poderiam realizar treinamentos em funções de agências. Para permitir aos caixas uma igualdade de condições nas concorrências, o banco se compromete também a revisar as atuais regras.
“É necessário que o BB avance significativamente nas suas propostas, pois o que vimos até agora é muito pouco perto do que a empresa pode e tem condições de oferecer”, afirmou o diretor do Sindicato dos Bancários de Franca e funcionário do BB Rogério Marques, que participou da negociação.
Fonte: SEEB Franca
Notícias Relacionadas
Atos defendem papel social da Caixa e valorização dos trabalhadores
Mobilizações em todo o país marcaram os 165 anos do banco público e reforçaram a defesa do seu papel social, das agências e da valorização dos empregados Empregados da Caixa Econômica Federal realizaram, nesta segunda-feira (12), atos em diversas cidades do país em defesa do papel social do banco público, que completa 165 anos. As […]
Leia maisBancários do Itaú avaliam novo Acordo Coletivo em assembleias nesta terça-feira (13)
ACT com validade até 2026 trata de saúde, organização do trabalho, teletrabalho e cria mesa permanente para discutir reestruturações e fechamento de agências Os bancários do Itaú Unibanco realizam nesta terça-feira (13) assembleias para avaliar e deliberar sobre o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), negociado entre o banco e as entidades representativas dos trabalhadores. […]
Leia maisCategoria aprova e Caixa assina renovação do ACT do Saúde Caixa
Acordo aprovado em assembleias da base da Feeb SP/MS em novembro foi oficializado em 31 de dezembro e garante reajuste zero, preservação de direitos e retomada das negociações em 2026 Assembleias realizadas pelos sindicatos da base da Feeb SP/MS aprovaram, em novembro, a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Saúde Caixa. […]
Leia mais