Novas normas dão aos bancos folga de capital

21.05.2013

Os bancos brasileiros estão com maior folga de recursos próprios segundo as regras de exigência de capital do acordo de Basileia 3. Em grande parte, isso aconteceu graças a mudanças de normas adotadas pelo Banco Central neste ano. Em março, o BC anunciou que passaria a exigir menos capital dos bancos para operações de crédito […]

Os bancos brasileiros estão com maior folga de recursos próprios segundo as regras de exigência de capital do acordo de Basileia 3. Em grande parte, isso aconteceu graças a mudanças de normas adotadas pelo Banco Central neste ano. Em março, o BC anunciou que passaria a exigir menos capital dos bancos para operações de crédito imobiliário, consignado e financiamento a grandes empresas.

Segundo dados do BC, os bancos do sistema financeiro encerraram o primeiro trimestre do ano com índice de Basileia de 17,07%. Sem as novas regras, ficariam em 16,43%. Na prática, isso significa que os bancos ganharam neste começo de ano mais espaço no balanço para emprestar.

A recalibragem da exigência de capital se deve à constatação de que essas modalidades apresentam inadimplência mais baixa que a média. Diante do risco historicamente menor, o BC se sentiu confortável para reduzir o requerimento de recursos próprios dos bancos.

Os estudos do BC também levaram em conta as recomendações do Comitê de Basileia. Mesmo assim, nas três modalidades de crédito o padrão brasileiro ainda permaneceu mais conservador que a exigência de capital mínima permitida pelas regras do acordo.

Dos cinco maiores bancos do país, quatro encerraram março com índice de Basileia mais robusto que em dezembro: Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Santander e Caixa Econômica Federal. Só o Bradesco não apresentou esse comportamento, segundo o banco por causa do crescimento da parcela de risco de operações de mercado.

Dona da maior carteira de crédito imobiliário do país, com R$ 220,2 bilhões, a Caixa chegou a março com índice de Basileia de 14,2%, valor 1,2 ponto percentual maior que em dezembro. A Caixa ganhou uma folga de R$ 3,538 bilhões no patrimônio de referência exigido pelo BC de dezembro a março, mesmo período em que o estoque de crédito do banco cresceu 8,1%, para R$ 390,6 bilhões.

O Banco do Brasil, que tem o maior estoque de crédito consignado entre os bancos, além de um volume considerável de empréstimos a grandes empresas, ganhou 1,5 ponto percentual no índice de Basileia, que atingiu 16,3% no fim de março. O BB também emitiu dívidas contabilizadas como capital.

Fonte: Valor Econômico 

Notícias Relacionadas

COE do Itaú discute renovação do acordo da CCV e cobra soluções para problemas enfrentados pelos trabalhadores

Reunião também abordou reajuste nos planos de saúde, demandas relacionadas ao programa GERA e fechamento de agências A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu nesta semana com representantes do banco para discutir a renovação do acordo da Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) e apresentar demandas relacionadas às condições de trabalho dos […]

Leia mais

Eleições CASSI 2026 entram na reta final; sindicatos intensificam mobilização pelo voto nas Chapas 2 e 55

Votação ocorre de 13 a 23 de março; sindicatos da base da Feeb SP/MS reforçam campanha junto aos associados do Banco do Brasil A semana que antecede o início da votação das Eleições CASSI 2026 deve ser marcada por mobilização dos sindicatos e entidades representativas dos funcionários do Banco do Brasil. A orientação da Federação […]

Leia mais

Eleições Economus 2026: votação ocorrerá de 16 de abril a 7 de maio

Feeb SP/MS apoia Lucas Lima para o Conselho Deliberativo e Rodrigo Leite para o Conselho Fiscal do Instituto O Economus divulgou, nesta quinta-feira (5), a lista oficial de candidatos habilitados para as Eleições Economus 2026, que definirão os representantes dos participantes nos Conselhos Deliberativo e Fiscal da entidade. De acordo com a Comissão Eleitoral, todas […]

Leia mais

Sindicatos filiados