Novembro Azul: Não basta adotar um estilo de vida saudável

09.11.2021

Por: Dr. Sandro Alves Lisboa Dini, especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia do Aparelho Digestivo Em 2003, dois amigos – Travis Garone e Luke Slattery – tomavam cerveja num pub em Melbourne, na Austrália. Estavam se divertindo quando cogitaram se ficariam bem de bigode, que estava fora de moda na época. Poucos dias depois, inspirados […]

Por: Dr. Sandro Alves Lisboa Dini, especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia do Aparelho Digestivo

Em 2003, dois amigos – Travis Garone e Luke Slattery – tomavam cerveja num pub em Melbourne, na Austrália. Estavam se divertindo quando cogitaram se ficariam bem de bigode, que estava fora de moda na época. Poucos dias depois, inspirados pela campanha da mãe de um colega, que levantava fundos para o combate ao câncer de mama, Travis e Luke tiveram a ideia de associar o bigode com a conscientização sobre a saúde masculina. Eles escolheram o mês de novembro para deixar o bigode crescer, pois, no dia 17, já se comemorava o Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata.

Naquele ano, cerca de 30 amigos aceitaram participar da campanha e, como muita gente se interessava pelos bigodões, a história – como vocês sabem – foi se espalhando cada vez mais, até se transformar no conhecido “Novembro Azul”.

No Brasil, a Campanha Novembro Azul foi instituída em 2008 pelo Instituto “Lado a Lado Pela Vida”, em parceria com a “Sociedade Brasileira de Urologia”. O objetivo é chamar a atenção para a saúde do homem, que inclui não somente a prevenção do câncer de próstata, mas o câncer peniano, o câncer bucal e as infecções sexualmente transmissíveis.

A campanha destaca mais o câncer de próstata pela sua alta incidência na população masculina – estima-se que 1 em cada 6 homens sejam acometidos pela doença – fazendo com essa doença seja a segunda causa de câncer no Brasil, atrás apenas do câncer de pele.

O objetivo da Campanha é a detecção precoce do câncer de próstata, mas não o seu rastreamento. Isto significa que não se faz exames de rotina em todos os homens com essa finalidade, mas recomenda-se que todos aqueles do grupo de risco (maiores de 50 anos, obesos, pai ou irmão com câncer de próstata abaixo dos 60 anos, afrodescendentes, trabalhadores da indústria química, de agrotóxicos e derivados do petróleo) ou também com sintomas (jato de urina fraco, dificuldade para urinar, desejo de urinar mais vezes durante o dia ou à noite, sangue na urina) procurem um médico para a realização dos exames necessários.

O toque retal e o exame de PSA no sangue são os primeiros a serem feitos. A biópsia da próstata só é indicada em casos de alterações importantes nestes dois exames.

O câncer de próstata, na maioria dos casos, cresce de forma lenta e não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem. Em outros casos, pode crescer rapidamente, se espalhar para outros órgãos e causar a morte. Felizmente, a maioria dos cânceres de próstata são curáveis, quando detectadas a tempo, e o tratamento depende do comportamento da doença quando do seu diagnóstico.

Lamentavelmente, ainda hoje muitos homens – motivados pelo machismo – perdem a chance da cura por se recusarem a fazer o toque retal. Por isso, não basta adotar um estilo de vida saudável, controlar o peso, ficar atento aos primeiros sintomas da doença, mas deixar que o machismo o impeça de visitar o médico. “Macho” de verdade é quem se cuida pra valer.

Dr. Sandro Alves Lisboa Dini é médico especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia do Aparelho Digestivo – CRM-SP 100.121.

Colaboração: Sindicato dos Bancários de Sorocaba.

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