O Procon-SP abriu ontem uma apuração contra Bradesco, Banco do Brasil, Moip e Boa Vista Serviços, em reação à reportagem publicada pela "Folha S. Paulo" na segunda-feira.
Segundo afirmou o jornal, falhas nos sistemas de segurança digital dessas empresas teriam exposto publicamente dados de milhões de pessoas. Os problemas foram levantados pelo analista de sistemas Carlos Eduardo Santiago. O Bradesco nega que existam "brechas" em seu site.
Para o Procon-SP, se esses problemas se confirmarem, os bancos, a Moip e a Boa Vista Serviços cometeram uma infração ao Código de Defesa do Consumidor. "Não existe no código um artigo específico sobre violação de dados, mas essas brechas podem se configurar em uma falha na prestação de serviço", afirma Márcio Marcucci, diretor de fiscalização do Procon-SP, citando o artigo nº 20 do código.
Hoje, Bradesco, Banco do Brasil, Moip e Boa Vista devem receber as notificações do Procon. A partir disso, têm um prazo de sete dias para respondê-la. Caso o Procon comprove alguma infração, as empresas podem ser multadas em até R$ 7 milhões cada.
Em nota, o Bradesco frisou que "não procede a informação de que existem 'brechas' no site do banco, deixando seus clientes em situação de vulnerabilidade", informou. A reportagem da Folha encontrou uma série de boletos bancários gerados pelo Bradesco visíveis a qualquer usuário da Internet, que expõem informações de clientes do banco, como CPF, nome, endereço, agência e número da conta, além do valor e do estabelecimento do pagamento em questão.
"Com relação à situação mencionada na matéria, trata-se de uma característica do meio de pagamento eletrônico, que não representa falha e nem vulnerabilidade. O ambiente de URL é seguro, pois não permite alteração do seu conteúdo e todas as possibilidades de obtenção de informações estão vedadas", afirmou o Bradesco em nota.
O Banco do Brasil informou ter corrigido "imediatamente", na própria sexta-feira, a falha apontada pelo analista. No BB, o defeito permitia a consulta de propostas de seguros residenciais feitas por correntistas por outros usuários do sistema. "O problema não teve associação com qualquer tipo de transação financeira. Portanto, não trouxe riscos para clientes. O BB avalia que o problema decorreu de atualizações constantes que visam o aprimoramento dos sites", declarou o banco em nota.
Já a Moip, que atua na cadeia de pagamentos eletrônicos, afirmou, em nota, que os boletos encontrados na internet foram disponibilizados pelos próprios lojistas, e não pela empresa. "Todas as 34 (trinta e quatro) URLs dos boletos, dos 250 mil feitos mensalmente, estão fora do ar", informou a Moip. A Boa Vista não se manifestou.
Fonte: Valor Econômico
Notícias Relacionadas
Feeb SP/MS apoia a Chapa 2 para o Conselho de Usuários do Saúde Caixa
Votação segue até sexta-feira (16); Chapa 2 reúne candidatos com histórico de defesa do plano de saúde dos empregados da Caixa Teve início nesta terça-feira (13) o período de votação das eleições para o Conselho de Usuários do Saúde Caixa (CUSC). Todos os usuários do plano de saúde, empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal, […]
Leia maisAtos defendem papel social da Caixa e valorização dos trabalhadores
Mobilizações em todo o país marcaram os 165 anos do banco público e reforçaram a defesa do seu papel social, das agências e da valorização dos empregados Empregados da Caixa Econômica Federal realizaram, nesta segunda-feira (12), atos em diversas cidades do país em defesa do papel social do banco público, que completa 165 anos. As […]
Leia maisBancários do Itaú avaliam novo Acordo Coletivo em assembleias nesta terça-feira (13)
ACT com validade até 2026 trata de saúde, organização do trabalho, teletrabalho e cria mesa permanente para discutir reestruturações e fechamento de agências Os bancários do Itaú Unibanco realizam nesta terça-feira (13) assembleias para avaliar e deliberar sobre o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), negociado entre o banco e as entidades representativas dos trabalhadores. […]
Leia mais