Conquista é resultado da luta do movimento sindical, que reivindica o reingresso desses trabalhadores à categoria desde 2002, quando em uma manobra, o banco transformou os funcionários do Finasa em comerciários
Representantes do Banco Bradesco estiveram na sede da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) na manhã desta terça-feira, 8, para esclarecer aos dirigentes sindicais da base algumas questões relacionadas ao acordo que propõe transformar aproximadamente 2000 (2012) trabalhadores de todo o país, hoje comerciários, em bancários. Desse total, 294 pertencem à base da Feeb SP/MS (8 de Araçatuba, 160 de Campinas, 8 de Guaratinguetá, 26 de Piracicaba, 33 de Ribeirão Preto, 12 de Santos, 19 de São José do Rio Preto, 9 de São José dos Campos e 19 de Sorocaba).
Com o acordo, os funcionários do Bradesco Financiamentos passam a ter todas as condições previstas na Convenção Coletiva de Trabalho dos Bancários. A jornada será reduzida de 44 para 40 e 30 horas semanais, as verbas salariais serão melhores e todos terão direito à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além de 13ª cesta de alimentação e vale-cultura.
O presidente da Feeb SP/MS, Davi Zaia, destacou na abertura da reunião que, historicamente, a entidade é favorável às negociações que possa incluir diversas atividades do sistema financeiro à categoria bancária, em condições específicas, como é o caso dos trabalhadores do Bradesco Financiamentos. “Sempre fomos pioneiros nesse tipo de discussão”, destaca.
O banco foi representando na reunião pelo diretor de RH, José Luiz Rodrigues Bueno, que estava acompanhado de Eduara Cavalheiro e Ildete Goulart de Andrade.
Conquista do movimento sindical
O acordo é resultado da luta do movimento sindical bancário que, desde que o Bradesco adquiriu as empresas de crédito Finasa (2002) e BMC (2007), transformando seus empregados em comerciários, reivindica a volta desses trabalhadores à categoria bancária.
“Em 2002, com a fusão, os bancários do Finasa foram transformados em comerciários. Mais tarde, em 2007, o banco adquiriu o BMC e em 2009 forçou seus funcionários a pedir transferência para o Finasa, dando adeus à categoria”, explica o representante da Federação na COE Bradesco (Comissão de Organização dos Empregados), Lourival Rodrigues.
Lourival completa que foram 12 anos de luta árdua e que foi preciso, inclusive, ação na Justiça para forçar o banco a negociar e, finalmente, chegar a esse acordo.
Maricélia Franco – Feeb SP/MS
Notícias Relacionadas
Feeb SP/MS apoia a Chapa 2 para o Conselho de Usuários do Saúde Caixa
Votação segue até sexta-feira (16); Chapa 2 reúne candidatos com histórico de defesa do plano de saúde dos empregados da Caixa Teve início nesta terça-feira (13) o período de votação das eleições para o Conselho de Usuários do Saúde Caixa (CUSC). Todos os usuários do plano de saúde, empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal, […]
Leia maisAtos defendem papel social da Caixa e valorização dos trabalhadores
Mobilizações em todo o país marcaram os 165 anos do banco público e reforçaram a defesa do seu papel social, das agências e da valorização dos empregados Empregados da Caixa Econômica Federal realizaram, nesta segunda-feira (12), atos em diversas cidades do país em defesa do papel social do banco público, que completa 165 anos. As […]
Leia maisBancários do Itaú avaliam novo Acordo Coletivo em assembleias nesta terça-feira (13)
ACT com validade até 2026 trata de saúde, organização do trabalho, teletrabalho e cria mesa permanente para discutir reestruturações e fechamento de agências Os bancários do Itaú Unibanco realizam nesta terça-feira (13) assembleias para avaliar e deliberar sobre o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), negociado entre o banco e as entidades representativas dos trabalhadores. […]
Leia mais