Propostas só depois da Fenaban, diz BB

20.08.2012

Para a Comissão de Empresa é possível Banco dar resposta à pauta específica durante o processo de negociação da CCT Após três rodadas de negociação, 20 dias para analisar as reivindicações dos funcionários, apresentadas no dia 1º de agosto, o Banco do Brasil anuncia que propostas específicas somente depois da Fenaban concluir o processo de negociação com […]

Para a Comissão de Empresa é possível Banco dar resposta à pauta específica durante o processo de negociação da CCT

Após três rodadas de negociação, 20 dias para analisar as reivindicações dos funcionários, apresentadas no dia 1º de agosto, o Banco do Brasil anuncia que propostas específicas somente depois da Fenaban concluir o processo de negociação com o Comando Nacional dos Bancários. Esse truque foi exibido hoje (20/8) em São Paulo, durante a terceira rodada de negociação com o Comando e a Comissão de Empresa dos Funcionários (CEE), que tinha Remuneração e Plano de Carreira como pontos da pauta específica.

Concretamente o BB apresentou uma única proposta: reduzir de três para uma a avaliação do funcionário, a conhecida GDP (Gestão de Desempenho por Competências). “Para o Banco, três avaliações é ‘muito tempo’. Manifestamos na mesa nossa discordância”, avalia o secretário-geral da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Jeferson Boava, que participou da terceira rodada. Quanto à postura do BB em aguardar o desenrolar da negociação com a Fenaban, Jeferson destaca: “esse truque não cola, está bastante desgastado. Sem falar que é possível, sim, o Banco apresentar propostas específicas. Afinal, são temas que não estão em debate na mesa com a Fenaban. É possível, inclusive, avançar na negociação e não recuar, como quer o BB. Não aceitaremos, não abriremos mão de direitos hoje assegurados”.

Para o secretário-geral da FEEB-SP/MS, é hora de intensificar o debate e a mobilização dentro dos locais de trabalho. “O momento requer a construção de uma resposta nacional para que o BB apresente sua contraproposta à pauta específica, debatida em encontros regionais e estaduais e definida no 23º Congresso, em junho último". Jeferson destaca que a Comissão de Empresa irá propor ao Comando Nacional a realização de um Dia Nacional de Luta, durante reunião de avaliação da Campanha, que deve ocorrer nesta quarta-feira, dia 22.

Histórico das rodadas

Na primeira rodada, realizada no último dia 13, o BB reafirmou que não negocia jornada de 6h para todos os comissionados; na segunda, ocorrida no dia 14, o Banco disse não às reivindicações de saúde, condições de trabalho, previdência e isonomia; na terceira rodada, hoje (20/8) o BB deveria se posicionar sobre os seguintes pontos:

– Aumento do piso, interstício de 6% e diminuição do tempo para aquisição das letras de Mérito.

– PLR (modelo debatido na Fenaban). Qualquer modelo aditivo à Fenaban sem vínculo ao programa Sinergia BB.

-Pontuação de mérito para caixas e escriturários.

-VR para os caixas executivos e aumento no valor da gratificação de função.

– Efetivação dos caixas e que todos pertençam às dotações das agências.

-Gratificação de função de 55% para atendentes CABB, unificação dos atendentes A e B e retirada da trava de remoção (pela natureza do trabalho).

-Definir data da eleição do representante dos trabalhadores no Conselho de Administração. Não excluir ninguém do direito de ser elegível.

-Fim do "truque" aos clientes e usuários em relação ao "Bom Pra Todos".

Primeira rodada, dia 13

Além da jornada, durante a primeira rodada o Comando propôs discutir temas como combate ao assédio moral, fim da terceirização e aumento nas dotações das dependências, igualdade de direitos para os funcionários oriundos de bancos incorporados (Cassi e Previ para todos), melhorias nas ausências autorizadas, melhoria no plano odontológico, fim da perda de função e irredutibilidade de salário na volta das licenças-médicas, segurança bancária, volta do pagamento das substituições e ampliação dos direitos dos delegados sindicais.

Segunda rodada, dia 14

Na pauta, saúde, condições de trabalho, previdência e isonomia. Entre outros pontos, o Comando discutiu o fim das Plataformas de Suporte Operacional (PSO); comitês de ética, visando a revisão e adesão à cláusula de combate ao assédio moral da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) acordada com a Fenaban; e Cassi e Previ, principalmente em relação à inclusão dos funcionários dos bancos incorporados, e do fim do voto de minerva na Previ.

Principais reivindicações específicas

-Melhorias no Plano de Carreira e Remuneração.

– Negociação do Plano de Comissões.

– PLR sem vinculação com o programa de metas Sinergia.

– Jornada de 6 horas para todos, sem redução do salário.

– Fim das PSO e volta dos caixas e gerentes de serviços para as agências.

– Cassi e Previ para todos, sem redução de direitos.

– Remoção automática para o preenchimento de todas as vagas de escriturários.

– Acabar com o truque da direção do BB de enganar os clientes e a sociedade com o "Bom pra Todos"

– Delegados sindicais para todas as dependências do banco.

– Fim do voto de Minerva na Previ.

– Assinatura do Protocolo de Prevenção de Conflitos e revisão dos Comitês de Ética.

– Fim dos descomissionamentos e seleção interna para promoção em todos os cargos.

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