Rodada Fenaban: Representantes dos bancários garantem participação no Programa de Retorno ao Trabalho

03.09.2015

Movimento sindical e bancos deverão apresentar modelo de proposta que inclua a participação dos representantes dos bancários O tema Saúde e Condições de Trabalho abriu o segundo dia de negociações com a Fenaban nesta quinta-feira (03), no Hotel Macksoud Plaza, em São Paulo. Com o encerramento da reunião na última quarta-feira (02), ainda haviam ficado […]

Movimento sindical e bancos deverão apresentar modelo de proposta que inclua a participação dos representantes dos bancários

O tema Saúde e Condições de Trabalho abriu o segundo dia de negociações com a Fenaban nesta quinta-feira (03), no Hotel Macksoud Plaza, em São Paulo.
Com o encerramento da reunião na última quarta-feira (02), ainda haviam ficado pendentes as discussões de três assuntos: A reivindicação para que os bancos apresentem a listagem dos trabalhadores que retornam das licenças médicas, o Programa de Retorno ao Trabalho e a cláusula que trata da impossibilidade dos bancos reverem os atestados médicos apresentados pelos funcionários.

A primeira reivindicação tem como objetivo, ter conhecimento dos trabalhadores que estão retornando ao trabalho, a fim de acompanhar seu retorno, avaliando a qualidade desta reinserção e o impacto da rotina em sua saúde, observando, por exemplo, se leva em consideração o tipo de doença que levou ao afastamento, evitando um agravamento do quadro ou o desenvolvimento de novas doenças.

Participação no Programa de Retorno ao Trabalho

No que se refere ao Programa de Retorno ao Trabalho, a reivindicação da categoria é para que haja mais transparência em relação à execução do programa e que os representantes dos trabalhadores possam acompanhar o trabalho que vem sendo realizado.

Para a Fenaban, a medida não passa de mera burocracia sem resultados práticos. O representante da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS) no Coletivo Nacional de Saúde e membro do GT Adoecimento, Gustavo Frias, que compôs a mesa de negociação, argumentou que na prática o movimento sindical já vem acompanhando o programa e que ele tem resultado mais em demissões, do que em retorno ao trabalho propriamente. “A criação de mecanismos que assegurem o acompanhamento do programa pelos sindicatos é necessária e trará melhoras, evitando que injustiças sejam cometidas contra os trabalhadores”, avaliou Gustavo.

Em resposta, a Fenaban admitiu que não haveria acordo para o avanço do programa, caso não fosse garantida a participação do movimento sindical e propôs que cada um dos lados (bancos e movimento sindical) apresente uma proposta de redação que contemple a participação dos sindicatos.
Já no que se refere à cobrança para que os bancos não revejam os atestados médicos apresentados pelos trabalhadores, não houve acordo. O intuito da exigência é garantir que a empresa não submeterá o empregado à nova avaliação por médico a ela vinculada, evitando a emissão de diagnóstico contrário ao seu estado real, preservando assim, a saúde do trabalhador.

A possibilidade de uma mesa extra será discutida na próxima reunião, agendada para o dia 09/09 (igualdade de oportunidades) para discutir as metas, já que não houve avanços nesta questão. Prioridade da categoria quando assunto é saúde e condições de trabalho, as metas abusivas estão diretamente relacionada com o adoecimento dos trabalhadores bancários e vem aumentando significativamente nos últimos anos.

Segurança Bancária

A negociação sobre Segurança Bancária foi concluída no meio da tarde de hoje, também sem grandes avanços.

O movimento sindical cobrou o fim da guarda das chaves, principal preocupação da categoria e do movimento sindical em relação à segurança bancária por motivar assaltos e sequestros, fatores que também causam adoecimento ao trabalhador, já que os riscos a que são expostos geram estresse e desgaste, podendo levar a quadros de depressão e síndrome do pânico, entre outros transtornos mentais e comportamentais. A Fenaban, porém, diz que a medida será mantida e argumenta que não há relação entre os sequestros e as guarda das chaves.

Outro ponto discutido foi a necessidade de emissão da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) para os empregados vítimas de assalto, sequestro ou tentativa, consumado ou não, garantindo e acompanhando o tratamentos dos funcionários. De acordo com a Fenaban, a CAT será emitida somente nos casos em que o assalto ou sequestro for consumado, pois no seu entendimento, tentativa não caracteriza situação na qual a necessidade de abertura da comunicação de acidente se aplique.

Calendário de Negociações com a Fenaban

09/09 – Igualdade de Oportunidades
16/09 – Remuneração

 

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