Sem acordo com governo revogação ou mudanças nas MPs 664 e 665 agora só no Congresso

05.02.2015

O Congresso Nacional será o próximo cenário para o embate entre trabalhadores e governo pela revogação ou alterações nas Medidas Provisórias 664 e 665, que mexem em direitos trabalhistas e previdenciários. Na reunião realizada na terça-feira, dia 3, entre as centrais com os ministros Miguel Rossetto (Secretaria Geral da Presidência), Carlos Gabas (Previdência Social), Nelson […]

O Congresso Nacional será o próximo cenário para o embate entre trabalhadores e governo pela revogação ou alterações nas Medidas Provisórias 664 e 665, que mexem em direitos trabalhistas e previdenciários. Na reunião realizada na terça-feira, dia 3, entre as centrais com os ministros Miguel Rossetto (Secretaria Geral da Presidência), Carlos Gabas (Previdência Social), Nelson Barbosa (Planejamento) e Manoel Dias (Trabalho e Emprego) não foram registrados grandes avanços.

O presidente da UGT Ricardo Patah, afirmou que a partir da semana que vem estarão se reunindo com o parlamento. “No Congresso teremos a possibilidade adaptarmos e aprimorarmos aquilo que as medidas provisórias tiram de direito dos trabalhadores.

A reunião com o novo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) está marcada para a próxima terça, dia 10. Será debatida a formação de uma frente parlamentar para pressionar por mudanças no texto das medidas provisórias. O prazo para votação dessas MPs termina em maio.

Patah lembrou que a UGT é favorável à sustentabilidade do sistema de proteção social e do equilíbrio fiscal, mas que isso não pode ser feito retirando-se direitos dos trabalhadores e prejudicando os que estão entrando hoje no mercado de trabalho, principalmente os jovens.

Em contra partida, as centrais sindicais apresentaram propostas para que o governo aumente sua arrecadação sem que isso recaia sobre a população. “Estamos buscando alternativas para que não mexam no nosso dinheiro, que já é tão suado e sofrido para conquistar. O governo pode, por exemplo, taxar fortunas, diminuir a taxa Selic e criar empregos de qualidade”, afirmou Patah, medidas que fazem parte de um amplo conjunto de propostas em documento elaborado pela UGT e encaminhado ao governo na reunião anterior realizada em 19 de janeiro.

Fonte: UGT

Notícias Relacionadas

Conferência Interestadual aprova eixos para Conferência Nacional de 2024

Sindicatos dos Bancários debateram propostas e aprovaram pautas em defesa do trabalhador. Documento será apresentado em Conferência Nacional para discussão na Campanha Salarial de 2024 Delegações de 21 regionais dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul se reuniram nesta quinta e sexta-feira, 11 e 12 de abril, para debater propostas que serão […]

Leia mais

Abertura da Conferência Interestadual da Feeb SP/MS conta com delegações de 21 regionais

  Primeiro dia de evento amplia visão sobre o futuro do Sistema Financeiro, Cenário Econômico Nacional e Avanço Tecnológico  A Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) abriu nesta quinta-feira (11) a Conferência Interestadual dos Bancários de 2024. O tema central do evento deste ano é “Categoria […]

Leia mais

Proposta da Caixa para PcD é frustrante

Contudo, houve definição sobre pagamento dos deltas da promoção por mérito A proposta da Caixa Econômica Federal sobre redução de jornada e priorização de empregadas e empregados PcD, ou que tenham filhos de até seis anos com deficiência, frustrou a representação dos trabalhadores. “Na proposta do banco, somente há possibilidade de redução da jornada com […]

Leia mais

Sindicatos filiados