O Sindicato dos Bancários de Campinas e Região iniciou na manhã da última quinta-feira, dia 20, o debate da Campanha, do processo de negociação com a Fenaban, com os bancários de oito agências em Indaiatuba e sete em Paulínia. Amanhã, os diretores do Sindicato estarão discutindo com os bancários de Jaguariúna e Amparo. O debate com os bancários dos setores público e privado continua na próxima semana.
Além de esclarecer a primeira rodada entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, realizada ontem (19), ocasião em que se discutiu o tema Emprego, os diretores do Sindicato analisaram a Campanha dentro do contexto político-econômico do país e debateram as principais reivindicações da pauta geral da categoria (Fenaban) e das específicas do Banco do Brasil e Caixa Federal. Nos Bancos públicos, as negociações começam nos dias 24 e 27 deste mês de agosto, respectivamente, BB e Caixa Federal.
Para o presidente do Sindicato de Campinas e Região, secretário geral da Federação dos Bancários de SP e MS (FEEB-SP/MS) e integrante do Comando Nacional dos Bancários, Jeferson Boava, as reuniões têm como objetivo esclarecer e mobilizar a categoria. “O processo de negociação teve início com o Comando deixando claro que o emprego é uma das prioridades dos bancários, como apontou a Consulta. A Fenaban não quer assumir nenhum tipo de compromisso e, ao mesmo tempo, defende a precarização do trabalho, como prevê o PLC 30/2015 (PL 4330/2004), o projeto de lei da terceirização que, no momento, tramita no Senado. O papel do Sindicato é discutir, organizar e mobilizar os bancários dos setores privados e públicos em defesa e ampliação de seus direitos. Afinal, a alta rentabilidade permite aos Bancos atender as reivindicações da categoria”.
Bancários reivindicam
Confira as principais reivindicações da categoria, aprovadas na 17ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada entre os dias 31 de julho e de 2 de agosto, e referenda pelos bancários da Região de Campinas em assembleia realizada no dia 10 de agosto. A pauta da categoria foi entregue à Fenaban no último dia 11.
– Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)
– PLR: 3 salários mais R$ 7.246,82
– Piso: R$ 3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
– Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada um (SM nacional).
– Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
– Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate à terceirização imposta pelo Projeto de Lei da Câmara (PLC) 30/2015, que tem como origem o nefasto PL 4330/2004.
– Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
– Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
– Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
– Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
Bandeiras de luta
– Fim da terceirização.
– Revogação da portaria que autoriza os correspondentes bancários.
– Ratificação da Convenção 158 da OIT, que proíbe demissões imotivadas.
– Fim das práticas antissindicais.
– Contratação do ramo financeiro.
– Campanha em defesa do papel social dos Bancos.
– Fortalecer e ampliar os Bancos públicos, agentes indispensáveis no Sistema Financeiro Brasileiro; campanha contra as tentativas de privatização.
– Combate ao atendimento discriminatório aos clientes, com triagem e atendimento expresso.
– Aposentadoria: aprovação da fórmula 85/95, sem progressividade.
– Fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde).
– Não à redução da maioridade penal.
– Reforma tributária.
– Reforma política.
– Democratização da mídia.
Fonte: Sindicato dos Bancários de Campinas
Foto: Júlio César Costa SEEB/C
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