Sindicato dos Bancários de Franca obtém na Justiça do Trabalho reintegração de funcionária demitida pelo Santander

13.12.2012

Desde o final de novembro, o Banco Santander promoveu uma série de demissões em todo o país, número que chegou a mil desligamentos. Diante disso, as entidades sindicais promoveram várias ações jurídicas, políticas e sindicais para reverter esta atrocidade do banco espanhol, que deixou, às vésperas do Natal, centenas de pais e mães de família […]

Desde o final de novembro, o Banco Santander promoveu uma série de demissões em todo o país, número que chegou a mil desligamentos. Diante disso, as entidades sindicais promoveram várias ações jurídicas, políticas e sindicais para reverter esta atrocidade do banco espanhol, que deixou, às vésperas do Natal, centenas de pais e mães de família desamparados.

Além de arbitrárias, muitas demissões ocorreram de maneira totalmente irregular, pois em alguns casos os trabalhadores estavam na estabilidade pré-aposentadoria ou então em licença-saúde.

Na manhã desta quinta-feira (13/12), o Sindicato dos Bancários de Franca e Região obteve uma importante vitória junto à Justiça do Trabalho, que concedeu uma liminar reintegrando imediatamente uma funcionária que havia sido demitida no início do mês e que estava de licença-saúde. A trabalhadora é oriunda do extinto Banespa e contava com mais de vinte e quatro anos de serviços prestados à empresa. Durante este período em que se dedicou ao banco, a mesma adquiriu sérios problemas de saúde, que afetaram suas mãos e braços em virtude de esforços repetitivos.

Na sentença, o Juiz da 2ª Vara do Trabalho de Franca, além de determinar a imediata reintegração da funcionária, arbitrou uma multa diária de R$ 1.000,00 em caso de descumprimento da sentença.

No momento em que o banco era notificado da decisão da Justiça, o vice-presidente do Sindicato Osório Carbone, o diretor Rogério Marques e o advogado Antônio Carlos Saraúza acompanharam a funcionária até a sua agência de lotação para verificar os procedimentos de sua volta ao trabalho.

“A crueldade dos bancos não tem limites, pois se julgam acima da lei. Mais uma vez o Sindicato reparou uma grande injustiça feita contra um trabalhador”, afirmou Saraúza.
 

 Fonte: Seeb Franca

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