Sindicatos da base da Federação realizam mobilização em defesa do emprego

17.09.2015

Sindicatos dos Bancários de Campinas, Marília e Piracicaba realizaram paralisação de agências e protestaram contra as ameaças aos empregos e também contra a falta de avanços nas negociações com a Fenaban. A mobilização foi unificada com as demais categorias que possuem data- base no segundo semestre. Campinas O Sindicato dos Bancários de Campinas e Região […]

Sindicatos dos Bancários de Campinas, Marília e Piracicaba realizaram paralisação de agências e protestaram contra as ameaças aos empregos e também contra a falta de avanços nas negociações com a Fenaban. A mobilização foi unificada com as demais categorias que possuem data- base no segundo semestre.

Campinas

O Sindicato dos Bancários de Campinas e Região coordenou na manhã desta terça-feira (15) paralisação dos serviços em 14 agências do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Federal, Citibank, HSBC, Itaú, e Santander instaladas nas cidades de Campinas, Sumaré e Paulínia, atrasando em uma hora o atendimento ao público. Durante o Dia de Mobilização, orientado pelo Comando Nacional dos Bancários, os diretores do Sindicato debateram com os bancários os temas negociados em três rodadas com a Fenaban: Emprego, Saúde e Condições de Trabalho, e Igualdade de Oportunidades e de Tratamento. Nos Bancos públicos, BB e Caixa Federal, além das rodadas com Fenaban, os diretores discutiram as negociações das pautas específicas. No BB, já foram realizadas quatro rodadas; na Caixa Federal, três rodadas.

Durante a paralisação os diretores distribuíram folheto da Campanha direcionado aos clientes e usuários.

Reuniões

Após a paralisação, os diretores do Sindicato retomaram as reuniões sobre a Campanha em quatro agências do Bradesco e três do Itaú, em Campinas. Desde o dia 20 de agosto último o Sindicato já realizou 185 reuniões.

Marília

O Sindicato dos Bancários de Marília e Região paralisou agências nas cidades Marília e Ourinhos, conversou com funcionários e distribuiu material à população, chamando a atenção para a situação dos bancários que têm seu emprego ameaçado e sofrem com adoecimentos, devido à sobrecarga de trabalho e cobranças de metas abusivas, além da falta de uma remuneração justa, que atenda às necessidades dos trabalhadores, cujos salários são corroídos pela inflação, além da falta de segurança, entre outras dificuldades da categoria.

Piracicaba

Na manhã de terça-feira (15), Piracicaba acordou com 11 agências do centro da cidade paralisadas. O Sindicato dos Bancários (SindBan) realizou ato em frente aos bancos Santander, Itaú, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Banco do Brasil em defesa da Democracia, do Emprego e do Salário. Foi o primeiro ato unificado das categorias com campanhas salariais do segundo semestre. A manifestação terminou com uma passeata pelas ruas do centro.

O sindicato levou para bancários e clientes informações sobre a Campanha Nacional Unificada da categoria, iniciada em 19 de agosto, e pediu seriedade dos representantes dos bancos no último dia da rodada de negociação, que seria realizada na quarta-feira (16), sobre remuneração.

O presidente do SindBan, José Antonio Fernandes Paiva, ressalta que o país todo sofre com os reflexos da crise, enquanto isso os bancos são o único setor da economia que continua com lucros. No primeiro semestre de 2015, os bancos obtiveram lucros de R$ 36,1 bilhões, o que equivale a 27,4% a mais do que no mesmo período do ano passado. “Esses resultados só são obtidos por meio do trabalho dos funcionários. Queremos que isso seja reconhecido em forma de remuneração.”

Paiva relata que há 15 dias os bancários não recebem o dissídio. “Esperamos uma resposta dos bancos. Se um cidadão deixa de pagar a sua fatura, ele paga juros, multa. A categoria só quer receber esse pagamento que é de direito e está atrasado.”

Os 7 Pecados do Capital – O SindBan destacou durante o ato os sete pecados cometidos pelo setor financeiro, que caracterizam a exploração sem limites, mote da campanha deste ano – Mentira, Ganância, Assédio, Ostentação, Discriminação, Irresponsabilidade e Terceirização.

Paiva salienta que há expectativa de se fazer acordo salarial que atenda ao excelente trabalho que os bancários prestam aos bancos, sem que precise ir para um processo de paralisação. “Nosso foco é o acordo, mas até o momento os bancos estão intransigentes com as negociações, se não obtivermos um resultado teremos que ir para a luta em busca de melhorias para a categoria.”

Nesta sexta-feira (18), o movimento sindical fará nova mobilização, desta vez por mais contratações no Banco do Brasil; na próxima semana as mobilizações em defesa dos direitos do trabalhador bancário devem continuar.

 

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