Sindicatos realizam Dia de Luta contra as terceirizações do Banco Santander

07.10.2022

O objetivo foi esclarecer o trabalhador quanto às perdas de direitos que a terceirização impõe Os Sindicatos dos Bancários filiados à Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) participaram nesta sexta-feira (7) do Dia de Luta contra as terceirizações do Banco Santander. A decisão afeta bancários e […]

O objetivo foi esclarecer o trabalhador quanto às perdas de direitos que a terceirização impõe

Os Sindicatos dos Bancários filiados à Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) participaram nesta sexta-feira (7) do Dia de Luta contra as terceirizações do Banco Santander. A decisão afeta bancários e coloca em risco os direitos da categoria, entre eles, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a representação sindical.

 

O anúncio da nova terceirização foi feito na última semana pelo banco aos funcionários. A expectativa é a de que 1,7 mil empregados passem a atuar na empresa SX Tools, criada pelo próprio banco. “A medida afeta desde o contrato de trabalho até perdas da representação sindical e de direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho da categoria”, explica Patrícia Bassanin, representante da Feeb SP/MS, na Comissão de Organização dos Empregados (COE) Santander.

Durante a semana, os sindicatos se reuniram e traçaram estratégias de luta, entre elas, a mobilização que aconteceu hoje em diversas regiões e incluíram visitas às agências, distribuição de material informativo, esclarecimento ao trabalhador e campanha nas redes sociais.

A alteração migra automaticamente trabalhadores para a empresa SX Tools, ligada ao banco, com isso, funcionários deixam de ser bancários e saem do Acordo Coletivo. “Apesar de permanecer salários, vales e benefícios, os trabalhadores não serão mais contemplados com a PLR, nem com a representação sindical. O local atual de trabalho deixa de existir e os funcionários são migrados para cidades como São Paulo ou Piracicaba”, explica a representante.

“O trabalho realizado pela COE é o caminho. Temos cada vez mais que aprofundar o debate no nosso meio, ampliar o entendimento de todos e buscar efetivamente o processo de negociação com o banco. Esse é o enfrentamento correto”, considera David Zaia,  presidente da Feeb SP/MS.

Veja CartaSantander_05102022 distribuída ao bancário.

 

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