Terceira rodada com BB termina sem contraproposta

30.08.2013

O Banco do Brasil não apresentou nenhuma contraproposta na terceira rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, realizada ontem (29), quando os temas abordados foram remuneração, carreira e ascensão profissional. “Diante desse quadro, ficou pré-agendado nova rodada no próximo dia 5 (quinta-feira), quando o BB deverá apresentar a chamada proposta global. No mesmo […]

O Banco do Brasil não apresentou nenhuma contraproposta na terceira rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, realizada ontem (29), quando os temas abordados foram remuneração, carreira e ascensão profissional. “Diante desse quadro, ficou pré-agendado nova rodada no próximo dia 5 (quinta-feira), quando o BB deverá apresentar a chamada proposta global. No mesmo dia acontecerá a quarta rodada com a Fenaban, que se comprometeu também em apresentar sua proposta global. Está claro que só com mobilização será possível avançar nas mesas com Bancos públicos e privados”, avalia o secretário-geral da Federação dos Bancários de SP e MS, Jeferson Boava, que participou da rodada de ontem com o BB.

Na abertura da rodada com BB, o Comando cobrou explicações em relação às mudanças na empresa Cobra que estaria se preparando para receber grande volume de processamento de serviços de diversos departamentos do banco, como a CSI e CENOP, em flagrante aumento da terceirização. Recentemente, na reestruturação da DIRAO, o principal banco público do país deu o péssimo exemplo ao ampliar a terceirização de importante setor de recuperação de ativos financeiros. O Comando cobrou também mudança no código de falta não abonada/não justificada dos dias de luta realizados em 2013 contra o Plano de Funções e contra o PL 4330 da terceirização total.

Carreira e remuneração

As propostas de remuneração foram apresentadas. O resultado do BB no primeiro semestre (R$ 10 bilhões) permite atender as reivindicações. Sem falar que a receita com tarifas, em 2012, cobriu o equivalente a 128% da folha de pagamento.

– piso de R$ 2.860; interstício de 6% entre os 12 níveis da tabela de antiguidade; 25 letras de mérito de R$ 217 possibilitando que os funcionários tenham uma boa perspectiva de incorporação de verbas salariais de caráter pessoal ao longo de uma vida dedicada ao Banco.

– inclusão de todos os escriturários e caixas na primeira faixa da Carreira de Mérito, pontuando 1,5 ponto por dia, para que a cada dois anos uma letra de mérito seja incorporada ao salário pessoal.

– correção das mudanças no Plano de Funções implantado unilateralmente em janeiro de 2013. É necessário aumentar os Valores de Referência das funções (VRs), tanto as gratificadas de 6h quanto aquelas que o Banco considera como de "confiança" e com jornada maior.

– as gratificações de funções devem ter seus valores aumentados, tornando assim equivalentes aos valores anteriores. Independente da jornada determinada, as gratificações remuneravam as responsabilidades das funções e elas não mudaram. Os adicionais de função (AFG 256 e AFC 257) devem equivaler ao somatório anterior à implantação unilateral; ou seja: ABF + ATFC + 25% de Grat. Sem.

– pagamento de anuênio para todos os funcionários. Em 1999, o BB retirou unilateralmente. Um procedimento diferente do ocorrido em outros Bancos. A categoria foi consultada em plebiscito sobre a manutenção do direito ou indenização.

Ascensão profissional e comissionamento

– fim da trava de dois anos para a concorrência às funções comissionadas.

– pagamento das substituições nas funções, tanto pelo caráter formativo e pelo fim do desvio de função quanto para a solução de diversos problemas em setores do Banco como PSO e gerência média. É uma proposta para o fim da perda de função e de vínculo com as unidades, no caso de afastamentos por questões de saúde após 90 dias.

– instituição de processo de seleção interna para o preenchimento das funções comissionadas, acabando com o subjetivismo e compadrio nas nomeações e estabelecendo regras claras e objetivas para todos. É necessário que todos tenham acesso aos certificados e cursos internos, e não somente os chamados "públicos alvo" definidos pelo BB.

– melhoria na cláusula de proteção contra descomissionamentos imotivados. Além de estabelecer um conceito mais claro para as avaliações satisfatórias e insatisfatórias, é necessária a inclusão dos primeiros gestores das unidades na cláusula, porque a partir de 2012 pioraram o assédio e as ameaças aos gestores com a implantação do Novo Sinergia BB e a falta de gestão coerente das metas, onde metas individuais e diárias ameaçam a vida profissional de milhares de comissionados que percorreram longo caminho até a posição que ocupam na carreira e estão sendo "convidados" ou forçados a sofrer reduções salariais.

Condições de trabalho

O Comando reafirmou reivindicações apresentadas nas mesas anteriores e que têm relação direta com os eixos debatidos sobre remuneração, saúde e previdência, fim do assédio moral e das metas abusivas, fim das reestruturações e terceirizações, mudanças nas PSO, SAC, CABB e demais departamentos.

– contratação de mais cinco mil bancários dos concursos em aberto, com a revisão urgente das dotações insuficientes das unidades de trabalho.

– fim da exploração dos estagiários como interposição fraudulenta de mão de obra e revisão dos valores das bolsas recebidas por eles. A reivindicação é que o BB cumpra a Convenção Coletiva de Trabalho que prevê valores baseados no piso da categoria, adequadas às jornadas do estágio.

– fim das metas diárias, proibição do envio de torpedos, -e-mails e demais formas de assédio e ameaças na cobrança de metas, e fim das metas individuais inclusive na nova GDP.

– aumento na dotação das PSO e nomeação dos milhares de caixas substitutos, pagamento das substituições dos gerentes de serviços, solução para os delegados sindicais eleitos que atuam nos caixas e estão vinculados aos prefixos das plataformas, criação de gratificação de caixa líder ou de supervisor de caixa. Além de avançar na pontuação do mérito dos caixas e retroagir ao histórico de cada um.

– solução imediata, com definição de prazo, para a inclusão de todos os funcionários de bancos incorporados nos direitos da Cassi e da Previ. Também foram citadas várias discriminações no dia a dia e nos locais de trabalho no uso de direitos coletivos do ACT pelo fato de alguns funcionários terem origem em bancos incorporados.

– fim da perda de função e vínculo com a unidade de trabalho para as pessoas que se afastarem por motivo de doenças, sejam elas ocupacionais, acidente de trabalho ou por outras origens.

– melhoria no plano odontológico e extensão para os aposentados.

– criação de direito novo de complemento de aposentadoria na Previ relacionado à pagamentos de PLR e auxílio alimentação.

Calendário de luta

Fonte: Contraf
 

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