UGT cria diretoria regional em São José do Rio Preto

11.02.2014

  Cerca de 30 representantes de diversos sindicatos de trabalhadores das regiões de Barretos, Araçatuba e de São José do Rio Preto estiveram reunidos na manhã desta terça-feira, dia 11, para formar a diretoria regional da União Geral dos Trabalhadores (UGT). A presidente do Sindicato dos Comerciários de Rio Preto, Márcia Caldas Fernandes, e o […]

 

Cerca de 30 representantes de diversos sindicatos de trabalhadores das regiões de Barretos, Araçatuba e de São José do Rio Preto estiveram reunidos na manhã desta terça-feira, dia 11, para formar a diretoria regional da União Geral dos Trabalhadores (UGT). A presidente do Sindicato dos Comerciários de Rio Preto, Márcia Caldas Fernandes, e o secretário-geral do Sindicato dos Bancários de Rio Preto, Edemilson Favaron, foram escolhidos para serem os coordenadores da nova regional da UGT.

O encontro, realizado na sede do Sindicato dos Bancários, contou com a presença do presidente da Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo (Fecesp), Luiz Carlos Mota, que anunciou a filiação da sua entidade e dos 68 sindicatos da categoria em São Paulo na UGT. “A UGT é uma central diferente; veio para quebrar vários paradigmas. Se não formos a maior, seremos a mais representativa central dos trabalhadores”, afirmou Mota, acrescentando que o presidente da UGT, Ricardo Patah, é o presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, que congrega mais de 400 mil trabalhadores e é o maior sindicato da América Latina.

O coordenador da Secretaria de Organização e Política Sindical da UGT, professor Erceles Elias Silveira, explicou que a intenção é de se criar oito regionais da entidade no interior paulista. “São José do Rio Preto é a segunda regional que estamos criando; a primeira foi criada semana passada em Presidente Prudente”, informou. Segundo Silveira, a UGT foi formada cerca de 7 anos atrás “com a união de três centrais e não com a divisão como ocorreram com outras centrais”. A fundação da entidade ocorreu após a fusão das antigas Central Autônoma dos Trabalhadores (CAT), da Central Geral dos Trabalhadores (CGT) e da Social Democrata Social (SDS).

“Hoje somos a terceira maior central sindical do Brasil; reunimos cerca de 1.100 sindicatos e representamos cerca de 12 por cento dos trabalhadores brasileiros, ficando pouco atrás da Força Sindical, que representa cerca de 13 por cento dos trabalhadores”, destaca Silveira. “Talvez agora com a entrada dos comerciários e dos bancários já sejamos a segunda maior central sindical, ficando atrás apenas da CUT (Central Única dos Trabalhadores), que congrega 34 por cento dos sindicatos existentes no País”.

Durante o encontro, diversos sindicalistas manifestaram-se favoráveis à mobilização dos trabalhadores e o engajamento dos dirigentes sindicais na política. O secretário-geral da Fecesp, Edson Ramos, observou que fazia várias legislaturas que os comerciários não possuíam nenhum representante da categoria nas câmaras municipais. “Graças à mobilização dos sindicatos e da Fecesp nas últimas eleições municipais conseguimos eleger 12 comerciários como vereadores”, informou. “Tudo se resolve na política. E precisamos de nossos representantes. Se nós nos ausentarmos dessa luta alguém irá tomar esse espaço e pode ser que sejam pessoas que não estejam comprometidas e nem engajadas com os trabalhadores”.

Ramos também destacou em seu discurso que a UGT é apartidária e congrega sindicalistas filiados ou simpatizantes de diversos partidos. “Somos suprapartidários: temos gente do PPS, do PT, do PSDB, do PTB e de tantos outros partidos”, observou. “O importante é o comprometimento com a classe trabalhadora”.
 O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barretos, Carlos César Gonçalves, que revelou estar filiado ao PT (Partido dos Trabalhadores), disse que estava filiando sua entidade à UGT em razão da falta de convite das outras centrais. “As demais centrais sindicais tem dono”, afirmou Gonçalves.
Edemilson Favaron destacou que os bancários é uma das categorias que mais vem sofrendo com o desemprego. “Há oito anos tínhamos 4.800 bancários para votar nas eleições do sindicato agora não passamos de 1.200 votantes”, revelou. “Os bancos são as instituições que mais lucram nesse País à custa do suor dos trabalhadores. Precisamos mudar essa situação”.

Fonte: Nelson Gonçalves/Sindicato dos Bancários de Rio Preto 

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